segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Prevenir ainda é a solução

Desintoxicação, segundo o dicionário Aurélio, é o processo de eliminar os efeitos de uma intoxicação por meio do uso de toxinas ou de antitoxinas, que provocam imunização contra substâncias tóxicas ou doenças. Sempre que possível, devemos buscar a purificação da mente e do espírito para liberar tudo o que é pernicioso e que absorvemos, muitas vezes inconscientemente, através das relações interpessoais e do contato com indivíduos emocionalmente desequilibrados.

Esforço-me para tolerar os pernósticos. Eles são chatos, drenam a nossa força e esgotam a nossa paciência. Fico apavorado quando falam sobre suas vidas, narrando feitios e conquistas em alto e bom som, ignorando os outros que estão ao seu redor. Só eles têm razão, o resto do mundo está errado. Quando entram numa discussão e percebem que seus argumentos não convencem e que a iminência do fracasso é real, lançam mão dos mais variados subterfúgios para reverterem a situação, passando de réus a vítimas instantaneamente. Então, chantageiam, fazem barulho, gritam, choram, intimidam e ameaçam seus interlocutores. Complicado mesmo é ver este tipo de gente importuna no exercício do poder, mandando, vigiando, perseguindo e punindo aqueles que questionam as suas verdades.

Também me empenho para suportar os falsos, que me cansam, sobretudo aqueles que se apresentam como humildes e que, essencialmente, adoram o elogio, a bajulação exacerbada e a cretinice desvairada dos palermas de plantão. Percebo com facilidade os hipócritas porque eles evitam os que não amaciam os seus egos com a maledicência dos falsos elogios e dos aplausos fortuitos, pois as críticas os tornam vulneráveis. Caetano Veloso já havia dito que Narciso acha feio o que não é espelho. Fujo destas criaturas porque sei que elas gostam de quem lhes dá atenção, ouve suas histórias, aceita o que dizem e fazem. O fingido não tem pudor e, se julgar conveniente, aproveita-se do outro, vivendo da agiotagem do brilho e da capacidade alheias. Estes ditos-cujos, que desconhecem os limites do ridículo, precisam ser percebidos pelo maior número de pessoas, razão pela qual opinam sobre tudo, assumindo um discurso enciclopédico que, em essência, quer dizer tudo, mas não diz nada.

Infelizmente, todos os dias, seja no âmbito do micro ou do macro social, somos obrigados a lidar com tais pessoas, espalhadas por aí nas empresas públicas e privadas, nas instituições educacionais, artísticas, religiosas e comerciais. Precisamos aprender a conviver com todos eles, evitando o contato mais próximo e íntimo, pois os efeitos das suas atitudes são danosos, sendo, portanto, uma ameaça permanente para a nossa saúde física, mental e espiritual. O melhor antídoto para estes relacionamentos é ignorá-los, ter cautela e manter-se à distância, pois, como dizem os mais experientes, confiar é bom; desconfiar é ainda melhor.

Vladimir Silva (silvladimir@gmail.com)

3 comentários:

Vitoria Mota disse...

Querido Vladimir, é isso mesmo!
Você disse bem sobre essa gente toda: os pernórticos, falsos, levianos e mais toda a raça que vive somente para a mediocridade. Quanto mais longe de todos eles, viveremos melhor, livres ou mais distantes da hipocrisia. Que falta os bons livros fazem na vida dessas pessoas!!

Marcília disse...

Ai meu Deus, em qual me enquadro????.....k k k k k k k k
Mas, cara...de médico, e louco...e hipócrita...temos cá dentro de nós um pouco...De toda sorte, desintoxiquemo-nos...
Abraços

Joaquim disse...

Joaquim ANDRADE
É... Tens razão. Muitas pessoas as quais eu as conheço se enquandram neste perfil. Para elas o vangloreio é tudo, se não forem o centro das atenções ficam tristes e entram em uma profunda depressão. Quando ouvem a verdade acerca delas se decepcionam, mas deveriam ficar agradecidas por ouvirem tais verdade.
Adorm ler esses textos cheios dessas verdades....

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